Casal morto por vizinho após briga tinha planos de se mudar para o interior de São Paulo

Empresário entrou armado em apartamento de Alphaville, assassinou os dois e depois se matou

Do R7, com Jornal da Record

Montagem/Reprodução/Facebook/Rede Record

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Mudança do casal iria acontecer nos próximos meses

O casal morto por um vizinho após uma discussão por barulho em um condomínio de luxo em Santana de Parnaíba tinha planos de se mudar para o interior de São Paulo nos próximos meses.
Fábio de Rezende Rubim, de 40 anos, e Miriam Cecilia Amstalden Baida foram assassinados pelo empresário Vicente D’Aléssio Neto, de 62 anos, na noite da quinta-feira (23). Os corpos do casal foram enterrados neste sábado (25), por volta das 10h15, no cemitério no interior da Colônia Helvetia, em Indaiatuba, no interior de São Paulo.
Segundo a polícia, o atirador se irritou com o barulho do apartamento do casal. Após o crime, D’Aléssio tirou a própria vida. O corpo dele foi velado no Cemitério do Araçá, região central da capital, nesta sexta-feira (24), e depois foi enterrado.
As brigas entre os vizinhos eram frequentes. Testemunhas afirmaram que esta não foi a primeira vez que as famílias se desentenderam por causa de barulho.
As investigações apontam que o casal estava ouvindo música e o vizinho, que morava no 11º andar, no apartamento de baixo, se irritou e atacou os dois. Ele teria invadido, armado, a residência do casal. No corredor que dá acesso aos quartos, Miriam foi atingida por um tiro. O marido ainda tentou se proteger atrás da porta, mas também foi baleado.
Segundo um tenente da Polícia Militar, o filho do casal, de um ano e meio, estava no apartamento e não se feriu.

— Nos adentramos no apartamento, a criança estava debruçada sobre a mãe. Na sequência, foi retirada desse local e colocada juntamente com alguns vizinhos, de outro apartamento. Foi uma cena chocante.

O empresário que matou o casal foi encontrado morto dentro do elevador. Ele estava com a arma do crime, como conta o delegado Andreas Schiffmann, do Departamento de Homicídios de Carapicuíba.

— É um revólver 38, de seis tiros. Ele teria efetuado seis disparos no apartamento da vítima, depois teria ido pro apartamento dele, recarregado a arma, e quando estava no elevador, descendo, teria dado mais um disparo nele.

O empresário, que não tinha passagem pela polícia, e a mulher são donos de uma empresa metalúrgica de São Paulo. A arma usada por ele era registrada. Amigos de D’Aléssio Neto contaram que, recentemente, ele esteve internado por quatro meses em um hospital. O empresário estava com a síndrome de Guillain-Barré, uma doença rara na qual os nervos periféricos se deterioram. A polícia investiga se os medicamentos tomados por ele podem ter influenciado no crime.
O bebê foi entregue para a avó materna pelo Conselho Tutelar e deve passar por acompanhamento psicológico.

Outra versão

O jornalista Celso Ming, tio de Fábio Rubim, disse que foi o casal que reclamou ao síndico do prédio sobre o barulho constante no apartamento de baixo, onde morava D’Aléssio. A versão é diferente da inicial, de que D’Aléssio havia se irritado com o som que vinha do imóvel de cima.

— Não houve uma briga e nem a reclamação foi do empresário assassino. A reclamação foi do Fábio e da Miriam, que foram ao síndico do prédio reclamar do barulho que estava acontecendo no apartamento do vizinho.

Ele também disse que “a família está chocada”.

— Conheço o Fábio desde pequenininho. Jamais ouvi ele dizer “temos problemas lá no condomínio”. Uma vez ele falou, “tem um cara chato lá”, mas parou. Para a gente foi um choque esse desfecho.

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