Sete homens formam júri popular do 2º julgamento do massacre do Carandiru

Dois jurados foram dispensados por questões médicas, segundo juiz do caso

Thiago de Araújo
Do R7

Daia Oliver/R7

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Juiz Rodrigo Tellini (à esquerda) e promotores (à direita) se preparam para o segundo julgamento do Carandiru

O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da 2ª Vara do Júri, informou nesta segunda-feira, no primeiro dia do segundo julgamento do massacre do Carandiru, no Fórum Criminal da Barra Funda, que sete homens vão compor o júri popular que irá definir a inocência ou culpa de 26 policiais militares.
De acordo com o magistrado, dois jurados previamente escolhidos (cujo sexos não foram informados) foram dispensados por questões médicas.
Ainda de acordo com Camargo, tanto defesa quanto acusação vetaram alguns jurados, mas ele não soube informar o número exato. Vale lembrar que cada lado poderia vetar até três escolhidos para o júri.
Após a leitura de peças, os trabalhos serão suspensos para almoço. Em seguida, as testemunhas de acusação começarão a ser ouvidas.
Os PMs respondem por homicídio doloso (com intenção de matar) qualificado (motivo torpe, meio cruel, dificultação de defesa e acobertamento de outro crime).
O número de policiais acusados neste segundo julgamento, o maior dos quatro que tratam do episódio, envolvia inicialmente 28 acusados, mas um deles (Raimundo Silva Filho) morreu. Já o réu Cirineu Carlos Letang Silva alegou insanidade mental e ainda não será julgado, pois a imputabilidade dele será analisada pelo tribunal.
Dentre os 26 réus, três não compareceram ao julgamento nesta segunda-feira (29).
No total, serão 17 testemunhas convocadas: 11 de acusação e seis de defesa. Destas, 12 são aguardadas no tribunal, enquanto as outras cinco (três pela promotoria e duas pela defesa) terão vídeos dos seus depoimentos exibidos no plenário.
Entre elas estão o ex-governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, e o então secretário de Segurança na época do massacre, Pedro Franco de Campos.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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