Coluna televisiva: Programa da Sabrina mostra maturidade da apresentadora e estreia na vice-liderança isolada

Se no Pânico era enviada para pagar micos em entrevistas, na conversa com Tom Cavalcante a apresentadora mostrou que sabe arrancar boas histórias

Fernando Oliveira
Do R7

Rede Record/Divulgação


Sato: humor como arma para as noites de sábado

É fácil entender tamanha expectativa acerca da estreia de Sabrina Sato na Record. Apesar de grande estrela nos tempos do Pânico, não cabia a ela conduzir atração. Agora, a apresentadora é a única dona do microfone e tem um desafio pela frente: unir o jeito meio “desmiolado” com a postura de comandante da produção. A julgar pelo primeiro Programa da Sabrina, a morena conseguiu. Mostrou que não abre mão do jeito moleque e tratou de não perder a espontaneidade. Para quem duvidava, deu um recado logo na abertura: “Vou errar bastante, mas vou fazer de tudo pra dar certo”.
Ao contrário de colegas de profissão que preocupam-se em parecer inteligentes ou bonita em frente ao vídeo, Sabrina parece ter percebido que é melhor usar o humor como arma. Se enfeiou num quadro de maquiagem e não teve medo do ridículo ao entrar num falso balão no palco com Anitta, por exemplo. Aliás, é preciso ser claro: no quesito carisma, a japonesa é imbatível. Depois de anos servindo de escada, mostrou que aprendeu direitinho várias lições e não desperdiçou a oportunidade de colocá-las em prática. E isso ficou bastante evidente no quadro Sabrina Esteve Aqui, no qual interage com o povo nas ruas. Este segmento pode ser apontado, desde já, como grande destaque da atração.
Apesar de bem produzido, Meu Marido É o Cara acaba por remeter a formatos já conhecidos – e desgastados – da TV e tira do programa a velocidade e espontaneidade que transbordam quando num palco menor. O quadro tem momentos divertidos, mas é longo. Sabrina tem futuro como apresentadora. Sabe rir de si mesma. Se há algo a criticar negativamente é apenas o fato de que gritou muito durante a competição entre casais. Algo facilmente corrigível. Se no Pânico era enviada para pagar micos em entrevistas, na conversa com Tom Cavalcante a apresentadora mostrou que sabe arrancar boas histórias. Sabe ouvir e pergunta com delicadeza, sinal de maturidade artística.
A audiência respondeu bem e garantiu a vice-liderança isolada. De acordo com dados prévios do Ibope, o Programa da Sabrina estreou com média de 10 pontos e pico de 12. No mesmo horário a Globo obteve 20 pontos e o SBT 5.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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