Volta de Dunga à seleção brasileira de futebol deve acabar com ‘mamata’ da Rede Globo

Treinador ficou marcado por tratar veículos de imprensa de maneira igual

Do R7

Mike Hewitt/FIFA/Getty Images/02.07.2010


Dunga dava mesma atenção aos veículos

Dunga deve ser anunciado como novo técnico da seleção brasileira na próxima terça-feira (22), em entrevista coletiva da cúpula da CBF.
O treinador, que já esteve no cargo entre 2006 e 2010, teve críticas pesadas pela eliminação na Copa de 2010, mas também conseguiu resultados importantes com o time.
Fora das quatro linhas, Dunga também oscilou. Se a postura do técnico com a imprensa sempre foi agressiva e um tanto rancorosa, por outro lado ele democratizou o acesso às informações de dentro da seleção.
Caso repita a maneira de lidar com os veículos, a Rede Globo, que sempre leva vantagem em assuntos ligados à CBF, deve sair perdendo.
Durante o Mundial do Brasil, a Globo foi quase uma autoridade na cobertura do time verde-amarelo. Com o rabo preso, os membros da seleção — do roupeiro ao centroavante —, sempre tratavam o canal com preferência e deixavam de lado outros veículos que também têm grande visibilidade na audiência brasileira.
Uma das críticas dos jornalistas aos trabalhos de Felipão foi sobre a falta de treinos da equipe. Nesse ponto, a Globo também tem culpa no cartório. A emissora chegou a parar uma atividade para que o apresentador Luciano Huck gravasse um quadro ao vivo com uma criança de cadeiras de roda. Nesse momento, Neymar se emocionou e abraçou o garoto.
E assim foram os dias na Granja Comary durante a Copa do Mundo. Globais sempre à frente, com os outros jornalistas ‘’apanhando’’ da comissão técnica quando tinham a chance de uma breve conversa.
A volta de Dunga deve resolver esse problema. A mamata da Rede Globo está com os dias contados se o treinador gaúcho assumir, e o torcedor poderá ter as notícias também por outros lados.
Além de Dunga, outro fator facilita a cobertura de outros veículos em relação à seleção: a demissão de Rodrigo Paiva. Assessor de imprensa da CBF por 12 anos, ele blindava os jogadores e membros da CBF de emissoras menores e não tinha vergonha de mostrar que tinha um lado a defender, o da Rede Globo.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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