Criador da ‘Dilma Bolada’ nega ter recebido dinheiro do PT

Paródia da presidente no Facebook voltou ao ar uma semana depois de ter o fim anunciado

Érica Saboya
Do R7

Reprodução/Facebook/Jeferson Monteiro


Monteiro disse que aceitaria convite para participar da campanha

Jeferson Monteiro, o criador do perfil “Dilma Bolada”, paródia da presidente Dilma Rousseff em redes sociais, negou que tenha recebido dinheiro do PT para colocar as contas novamente no ar, sete dias após a página da personagem no Facebook ter sido deletada. Ele chamou de “boatos” as informações que circulam na internet de que teria fechado um acordo com o partido para colaborar com a campanha da presidente à reeleição.

— Não existe nenhum vínculo meu com o PT. Eu gosto muito da Dilma e não teria problema em assumir se estivesse na campanha. Mas nenhuma conversa com o partido influenciou o retorno da “Dilma Bolada”.

Monteiro criou o personagem de humor em 2010 e, desde então, arrastou mais de um milhão de seguidores para a conta. Fã declarado de Dilma, ele evita brincadeiras que deponham contra a imagem da presidente. Os dois chegaram a se encontrar em 2013 e, segundo Monteiro, se deram “super bem”.
Após a contusão de Neymar durante a Copa do Mundo, Dilma atendeu a um pedido da personagem e publicou foto fazendo o gesto “É Toiss”, em referência a uma brincadeira do atacante. Monteiro disse que vai manter o mesmo tom durante a campanha eleitoral.
Em entrevista ao R7, ele admitiu que não pretende recusar caso receba alguma proposta do PT.

— Se houver um convite para o Jeferson trabalhar na campanha, aí eu aceito numa boa, sou profissional. Até mesmo prestando consultoria. O que me incomoda um pouco é que eles ficam colando a volta da Dilma Bolada a uma suposta função que eu ganhei agora, o que não aconteceu.

A conta no Facebook foi reativada na terça-feira (29) com uma mensagem em que o personagem diz ter retornado de “mini-férias pós Copa”. Segundo Monteiro, o retorno aconteceu porque ele sentiu falta da atividade, que considera um hobby, e vontade de participar das eleições.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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